A psicóloga Letícia Cansian apresentou as táticas do Hemepar para o resgate de pacientes afastados por meio de monitoramento, busca ativa e corresponsabilização, mostrando que restabelecer vínculos é um verdadeiro ato de cuidado.
Realizado no dia 03 de julho de 2026, no escritório da Roche Brasil em São Paulo, o "Nunca é tarde" foi uma iniciativa que uniu forças e propósitos. O evento reuniu 65 participantes engajados, vindos de 24 estados brasileiros e do Distrito Federal, entre assistentes sociais, psicólogos e representantes de associações de pacientes profissionais que fazem a real diferença no cuidado de pessoas com hemofilia.
Uma pergunta central guiou toda a nossa jornada: o que faz um paciente hemofílico se afastar do tratamento e o que pode trazê-lo de volta?
Sabemos que parte da resposta reside nos protocolos clínicos, mas a outra parte está no envolvimento humano de quem os apoia no dia a dia. O objetivo do evento foi apresentar caminhos práticos para que esses profissionais se tornem peças-chave no engajamento dos pacientes. A partir do reconhecimento de que quem esteve presente já realiza um trabalho brilhante, o convite foi para irmos além, de forma colaborativa e integrada.
Boas Práticas pelo Brasil:
A agenda da manhã trouxe o compartilhamento de estratégias reais que mantêm o paciente perto do cuidado. Conheça e baixe as apresentações de cada estado:
Apresentado pelo assistente social Alex do Nascimento, o projeto mostra como apoiar o deslocamento do paciente até o serviço de referência para minimizar barreiras socioeconômicas e garantir a continuidade do tratamento de quem mais precisa.
As assistentes sociais Nadma Dantas e Natália Sales, junto à psicóloga Alice Oliver, apresentaram como a comunicação integrada entre o hemocentro coordenador e as unidades regionais garante o cuidado contínuo, mesmo à distância.
Enfrentando distâncias amazônicas medidas em dias de barco, o farmacêutico Robson Paixão compartilhou como o HEMOPA descentralizou o atendimento e capacitou equipes para levar o tratamento diretamente ao território do paciente.
Oficina de Soluções: Cocriação na Prática
Com a facilitação da consultoria de inovação Troposlab, os participantes mergulharam na metodologia de Design Thinking para analisar a fundo a Jornada do Paciente. Divididos em 5 grupos, as equipes trabalharam com empatia sobre realidades desafiadoras:
Contexto socioeconômico vulnerável;
Transição da fase pediátrica para a adulta;
Dependência de um cuidador;
Grandes distâncias até o serviço de referência;
Vínculo enfraquecido com o serviço de saúde.
A partir dessas lentes, os grupos identificaram:
Fatores de Risco
Fatores de Proteção
O Resultado: Foram geradas propostas inovadoras voltadas ao teleatendimento, programas de educação continuada, busca ativa, facilitação de transporte e acesso facilitado a benefícios sociais. As ideias mais viáveis e de maior impacto foram consolidadas em ferramentas estruturadas de planejamento de projetos para que possam ser aplicadas nos territórios de origem.
O evento terminou, mas a rede que formamos está apenas começando. Coloque as ideias em prática e transforme a realidade local.
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