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Última atualização: Setembro de 2026
Conviver com esclerose múltipla pode trazer dúvidas em diferentes momentos. O que significa ter uma forma recorrente da doença? O que muda quando há progressão? Como funcionam os tratamentos? Quais cuidados precisam fazer parte da rotina?
Ter acesso a informações claras ajuda a organizar essas perguntas e pode tornar a conversa com o profissional de saúde mais produtiva.
A esclerose múltipla pode se apresentar de formas diferentes, incluindo formas recorrentes e a forma primária progressiva. Em adolescentes, também há referência à forma recorrente-remitente. A identificação da forma da doença faz parte da avaliação médica e ajuda a orientar as decisões de tratamento.
As formas recorrentes são aquelas em que a doença pode apresentar períodos de atividade ao longo do tempo. Entre elas, está a forma recorrente-remitente.
Toda pessoa com esclerose múltipla tem o mesmo tipo da doença?
Não. Existem diferentes formas de esclerose múltipla, e essa classificação faz parte da avaliação clínica. Isso é importante porque as características da doença podem influenciar a estratégia de acompanhamento e tratamento.
A esclerose múltipla primária progressiva é uma das formas da doença reconhecidas nas informações aprovadas de tratamento.
A forma da doença interfere na escolha do tratamento?
Sim. A indicação terapêutica pode variar de acordo com a forma da esclerose múltipla e, em alguns casos, também de acordo com idade e peso. Por isso, a definição do tratamento deve ser individualizada e feita pelo médico.
Alguns tratamentos aprovados para esclerose múltipla atuam modulando a atividade do sistema imunológico. No tratamento que serve de base para este conteúdo, o mecanismo terapêutico exato não é totalmente conhecido, mas há uma ação relacionada a células do sistema imunológico chamadas linfócitos B.
Entender como o tratamento funciona é suficiente para saber se ele é adequado para mim?
Não. O mecanismo de ação é apenas uma parte da decisão. Também entram nessa avaliação a forma da doença, o histórico de saúde, a presença de infecções, o uso de outros medicamentos, a vacinação, a possibilidade de gravidez e outros fatores individuais.
Tratamentos que interferem no sistema imunológico podem exigir atenção especial para infecções. Se houver uma infecção ativa, pode ser necessário adiar a administração até que ela seja resolvida. Também existem relatos de infecções graves em pacientes em tratamento.
Que tipo de alteração de saúde deve ser comunicada ao médico?
Mudanças no estado de saúde devem ser informadas à equipe de cuidado, especialmente quando surgem sintomas que possam sugerir infecção. Febre, alterações na pele, sintomas respiratórios, manifestações compatíveis com herpes ou mudanças neurológicas merecem avaliação profissional.
Sim. Algumas vacinas precisam ser organizadas em relação ao início ou à continuidade do tratamento.
Vacinas vivas ou vivas-atenuadas podem exigir planejamento antes do início da terapia. Vacinas inativadas também podem precisar ser programadas em momento adequado.
Posso tomar qualquer vacina sem avisar meu médico?
Não. Durante tratamentos que modulam o sistema imunológico, a vacinação deve ser discutida com o profissional de saúde. Isso ajuda a definir o momento mais adequado para cada vacina.
O acompanhamento pode incluir exames relacionados ao sistema imunológico e à função do fígado.
Os níveis de imunoglobulinas, que são anticorpos presentes no organismo, podem ser monitorados durante e após o tratamento, especialmente em situações de infecções sérias recorrentes. Também pode ser necessário avaliar a função hepática antes do início e ao longo do acompanhamento.
Quais sinais podem indicar que o fígado precisa ser avaliado?
Cansaço, perda de peso, náusea, vômitos, dor abdominal, urina escura e amarelamento da pele são sinais que devem ser comunicados ao médico.
Sim. Dependendo da via de administração, podem ocorrer reações relacionadas à infusão intravenosa ou à injeção subcutânea. Essas reações podem surgir durante a administração ou até 24 horas depois.
Entre os sintomas descritos estão dor de cabeça, náusea, coceira, vermelhidão da pele e irritação na garganta. Em algumas situações, também podem ocorrer falta de ar, queda da pressão e outras manifestações que exigem avaliação da equipe de saúde.
Existe alguma forma de reduzir esse risco?
Em determinadas situações, são utilizados medicamentos antes da administração para reduzir a frequência e a intensidade dessas reações. O paciente também pode permanecer em observação após a aplicação, de acordo com a via utilizada e a orientação da equipe.
Sim. Gravidez, planejamento familiar, contracepção e amamentação devem fazer parte da conversa com o médico.
Mulheres com possibilidade de engravidar podem precisar utilizar método contraceptivo durante o tratamento e por um período após a última dose. Há também orientações específicas para uso durante a gravidez e a amamentação.
Estou planejando engravidar. Preciso avisar meu neurologista?
Sim. O planejamento da gravidez deve ser discutido antes e durante o tratamento. Também pode ser necessário conversar sobre vacinação do bebê, dependendo da exposição durante a gestação.
Sim. O acompanhamento médico é importante para avaliar a evolução da doença, a resposta ao tratamento e aspectos de segurança.
Ao longo desse processo, a equipe pode acompanhar sinais de infecção, exames laboratoriais, reações à administração e outras condições que possam influenciar a continuidade da terapia.
Posso interromper o tratamento por conta própria?
Não. A orientação é não interromper o tratamento sem conhecimento do médico.
Algumas perguntas podem ajudar a tornar a conversa mais objetiva: qual é a forma da minha esclerose múltipla? Quais são os objetivos do tratamento? Quais exames preciso acompanhar? Como devo organizar minhas vacinas? Quais sinais precisam ser comunicados rapidamente? Outros medicamentos que uso podem interferir no tratamento? Gravidez ou amamentação mudam a estratégia?
Ter essas perguntas em mente pode ajudar a participar de forma mais ativa das decisões sobre o cuidado.
Conteúdos educacionais podem ajudar a entender melhor a esclerose múltipla e a organizar dúvidas. Eles não substituem diagnóstico, prescrição ou acompanhamento profissional.
Medicamentos sujeitos a prescrição devem ser utilizados com orientação médica, e decisões sobre início, continuidade, mudança ou interrupção do tratamento devem ser tomadas junto ao profissional de saúde.
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Última atualização: Setembro de 2026
Conteúdo educacional destinado exclusivamente a enfermeiros.
O cuidado de pessoas com esclerose múltipla pode envolver terapias administradas por diferentes vias e que exigem atenção antes, durante e após a administração.
No caso do ocrelizumabe, existem formulações intravenosa (IV) e subcutânea (SC), com características específicas de preparo, administração e monitoramento.
Para a enfermagem, conhecer essas diferenças contribui para o cumprimento dos protocolos assistenciais, identificação de sinais de alerta e comunicação adequada com a equipe responsável.
Indicações, mecanismo de ação, eficácia, segurança e administração
Última atualização: Setembro de 2026
Ocrevus® (ocrelizumabe) é um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de formas recorrentes de esclerose múltipla (EMR) e esclerose múltipla primária progressiva (EMPP). A formulação intravenosa também é indicada para pacientes pediátricos com idade ≥12 anos, peso ≥40 kg e esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR).