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Neurologia Esclerose Múltipla

Saiba mais sobre a EM e como as vidas dos pacientes são afetadas.

O que é a EM?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença do sistema nervoso central (SNC), o que inclui o cérebro, a medula espinhal e os nervos ópticos. Geralmente, se pensa nela como uma doença com sintomas previsíveis, mas sua evolução varia de pessoa para pessoa e do local do SNC atingido. Não tem cura e nem prevenção. Por isto, o diagnóstico e tratamento precoce é tão importante.

Um pouco de epidemiologia...
  • A esclerose múltipla é uma das principais causas de incapacidade não traumática em pessoas jovens.1,2
  • Ela é duas vezes mais frequente em mulheres que em homens2
  • Esta doença costuma ser diagnosticada entre os 20 e os 40 anos de idade3
Infográfico com dados epidemiológicos e prevalência da esclerose múltipla no Brasil e no mundo
Os sintomas podem afetar qualquer parte do corpo e da mente

As pessoas com EM podem apresentar sintomas de vários tipos.5

Até 90% das pessoas com EM se queixam de fadiga6
Dificuldades visuais são comuns e representam o primeiro sintoma em 15-20% dos casos de EM9
Depressão é cerca de 2x mais comum em pessoas com EM11
Após 15 anos do início da doença, mais de 50% das pessoas com EM terão dificuldade para caminhar5,7,8
Pelo menos 80% das pessoas com EM têm problemas na bexiga6
Problemas do sono são duas vezes mais comuns em pessoas com EM12
A EM pode evoluir de várias formas

Esta doença é caracterizada pelo seu tipo de evolução, com base em seu comportamento e na presença ou não de atividade da esclerose múltipla e progressão ao longo do tempo.

Para ver a explicação sobre os tipos de evolução da doença, consulte a National Multiple Sclerosis Society.13

EM remitente-recorrente
EM secundariamente progressiva
EM primariamente progressiva
Infográfico ilustrando a relação entre a progressão da doença e o tempo de evolução clínica

Surtos. Um surto ou exacerbação de EM (também chamada de crise ou recidiva) causa novos sintomas ou piora dos sintomas já existentes.15 A crise deve ter duração mínima de 24 horas e intervalo de pelo menos um mês desde o último surto. A maioria das recidivas duram alguns dias até várias semanas ou mesmo meses, e podem ser seguidas por uma recuperação completa ou incompleta

Infográfico ilustrando a relação entre a progressão da doença e o tempo de evolução clínica

A piora da incapacidade pode ser rápida ou lenta, mas a progressão é um aumento sustentado da incapacidade ao longo do tempo.

Ilustração comparativa indicando o surgimento de novas lesões e lesões progressivas em tomografias do cerebro

As lesões são áreas danificadas ou inflamadas no SNC, que podem ser observadas por RM. As lesões podem surgir ou aumentar de tamanho sem que haja consequências imediatamente perceptíveis, mas podem ser um sinal de dano irreversível e levar à progressão da incapacidade.16

Mais está sendo feito

Não existe cura para EM, mas as pesquisas prosseguem, buscando entender e tratar melhor a doença.5

Ilustração médica detalhada da estrutura de um nervo, destacando a condução neurológica

O que causa a EM?

Infográfico ilustrando a relação entre a progressão da doença e o tempo de evolução clínica

De que novas maneiras podemos monitorar a atividade da doença?

Imagem de tubos de ensaio fazendo referência ao progresso dos estudos clínicos de novos tratamentos para a Esclerose Múltipla

Como podemos estudar melhor novos medicamentos para EM?

Imagem ilustrativa simbolizando resultados de tomografias

Como podemos prever que pacientes irão se beneficiar de um determinado tratamento?

Referências:

  1. Murray TJ. (2006). Diagnosis and treatment of multiple sclerosis. BMJ, 322 (7540):525-527.
  2. Multiple Sclerosis International Federation. (2013). Atlas of MS 2013. Available at: http://www.msif.org/about-us/advocacy/atlas/.
  3. MS International Federation. What is MS? Available at http://www.msif.org/about-ms/what-is-ms/.
  4. Simpson S, et al. (2011) Latitude is significantly associated with the prevalence of multiple sclerosis: a meta-analysis. J Neurol Neurosurg Psychiatry, 82(10):1132-1141.
  5. National Institutes of Health-National Institute of Neurological Disorders and Stroke. (2015). Multiple Sclerosis: Hope Through Research. Available at: https://www.ninds.nih.gov/Disorders/Patient-Caregiver-Education/Hope-Through-Research/Multiple-Sclerosis-Hope-Through-Research.
  6. Hemmett L, et al. (2004) What drives quality of life in multiple sclerosis? QJM, 97(10):671–6.
  7. Souza A, et al. (2010) Multiple sclerosis and mobility-related assistive technology: systematic review of the literature. J Rehabil Res Dev, 47:213–223.
  8. National Multiple Sclerosis Society. (2010). Gait or Walking Problems. 
  9. United States Department of Veterans Affairs. Visual Dysfunction in Multiple Sclerosis. Available at: http://www.va.gov/MS/Veterans/symptom_management/Visual_Dysfunction_in_Multiple_Sclerosis.asp.
  10. National Multiple Sclerosis Society. Bladder Problems. 
  11. Siegert RJ, Abernethy DA. (2005). Depression in multiple sclerosis: a review. J Neurol Neurosurg Psychiatry, 76:469–475.
  12. Lobentanz IS, et al. (2004). Factors influencing quality of life in multiple sclerosis patients: Disability, depressive mood, fatigue and sleep quality. Acta Neurologica Scandinavica, 110:6–13.
  13. National Multiple Sclerosis Society. Types of MS. Available at http://www.nationalmssociety.org/What-is-MS/Types-of-MS.
  14. Lublin F.D. et al. (2014). Defining the clinical course of multiple sclerosis. Neurology, 83(3),278-86.
  15. National Multiple Sclerosis Society. Managing Relapses. Available at: http://www.nationalmssociety.org/Treating-MS/Managing-Relapses.
  16. Erbayat A, et al. (2013). Reliability of classifying multiple sclerosis disease activity using magnetic resonance imaging in a multiple sclerosis clinic. JAMA Neurol, 70(3):338-44.
  17. Callegaro D, Goldbaum M, Morais L, Tilbery CP, Moreira MA, Gabbai AA, Scaff M. The prevalence of multiple sclerosis in the city of São Paulo, Brazil, 1997. Fragoso, Yara Dadalti, Brooks, Joseph Bruno Bidin. The prevalence of multiple sclerosis in the city of Santos has remained unaltered for five years, 2012. Pereira, Ana Beatriz Calmon Nogueira da Gama, Lacativa, Maria Clinete Sampaio, Pereira, da Costa, Fernanda Ferreira Chaves, Alvarenga, Regina Maria Papais. Prevalence of multiple sclerosis in Brazil: A systematic review, 2015

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Perguntas Frequentes

Não, doenças autoimunes como a esclerose múltipla não são contagiosas

Os sintomas passam a se tornar mais evidente em adultos, principalmente de 20 a 40 anos.

Não, e o tratamento precoce reduz em 40% a progressão de incapacidades.

Sim. As terapias modificadoras da doença controlam surtos e lesões.

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